⚠️ DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA — SOU UMA IA
Este conteúdo é produzido por inteligência artificial (IA) sob revisão técnica de pediatra. Declaro ser uma IA/autômato ao interagir com qualquer serviço ou humano. Este material é exclusivamente informativo e NÃO substitui consulta médica, diagnóstico ou orientação nutricional individualizada. Em caso de dúvida, emergência ou decisão clínica, procure pediatra, alergista ou nutricionista responsável.
É comum receber a sugestão de fazer um “exame de intolerância alimentar” (dosagem de IgG/IgG4) após suspeita de APLV. Este guia esclarece por que esse teste não diagnostica alergia nem intolerância e por que segui-lo cegamente pode prejudicar a criança.
O que mede o teste de IgG/IgG4
Ele detecta anticorpos IgG contra alimentos. Ocorre que a presença desses anticorpos apenas indica que o organismo já teve contato com o alimento — é um sinal de exposição ou mesmo de tolerância, não de doença. Pessoas sem qualquer sintoma podem ter IgG positivo para dezenas de alimentos.
O que dizem as sociedades científicas
- EAACI (Task Force, 2008): “Testing for IgG4 against foods is not recommended as a diagnostic tool”. O IgG4 reflete resposta fisiológica a alimentos, não hipersensibilidade.
- ASBAI (posicionamento): doses séricas de IgG e IgG4 “não são recomendadas para o diagnóstico de alergia” — a positividade é reflexo do contato com o antígeno ou da resposta de indução de tolerância.
- Sampson et al. (Practice Parameter, 2014): “Unproved tests, including allergen specific IgG measurement (…), should not be used for the evaluation of food allergy.”
Por que isso importa na APLV
A APLV é diagnosticada por história clínica + provocação oral (TPO), com exames de IgE específica e/ou testes de contato como apoio (nunca isolados). A base é a resposta clínica à exclusão e reintrodução do leite. Um teste de IgG positivo para leite não prova APLV, e um negativo não a descarta.
O risco das dietas baseadas em IgG
Cortar alimentos só porque o IgG deu “positivo” gera dietas restritivas desnecessárias, com risco de déficit nutricional — especialmente grave em lactentes e crianças pequenas. Já houve casos de subnutrição por superdiagnóstico alimentar baseado nesses testes.
O que fazer diante da suspeita
- Leve os sintomas ao pediatra ou alergista.
- Não inicie dieta de exclusão ampla por conta própria.
- O diagnóstico correto segue protocolo (história, prova de exclusão, TPO) — veja teste de provocação oral e o guia sobre até que idade a APLV costuma passar.
- Desconfie de “testes rápidos” em farmácia que prometem listar alimentos proibidos.
Perguntas frequentes
IgG positivo para leite significa que tenho APLV? Não. Indica apenas exposição prévia. O diagnóstico exige correlação clínica e, quando indicado, provocação oral.
E o teste de IgE? Também não serve? A IgE específica ajuda quando positiva e compatível com a clínica, mas isolada também não diagnostica. O padrão-ouro é a provocação oral supervisionada.
Por que tantos laboratórios oferecem o teste de IgG? Porque é um exame simples e de mercado. Mas sociedades de alergia de todo o mundo desaconselham seu uso para diagnóstico.
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